quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dia Mundial do Orgasmo

No orgasmo, nasce a labareda do amor,
enfeitiçando o coração, explodindo em dor sensorial,
Ecoando no silêncio da vida.

Eduardo Aragão Neto

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A traição como forma de mudança

A traição como forma de mudança. Apesar de ter uma relação, um homem que todas as suas amigas invejavam, algo dentro dela lhe dizia que aquilo não era o verdadeiro amor. Sentia-se amarrada... sufocada.
Não era feliz, a prova disso eram as constantes discussões por tudo e por nada, os filhos dela, enfim... o desgaste da relação.
Num dia de sol resolveu ir até à praia, uma praia discreta, com uma esplanada junto ao mar, pensando qual seria  a solução para tão agustiante situação.
Qual não foi o seu espanto  na tal esplanada, estava o homem que não lhe era indiferente, pois já se tinham cruzado no sítio onde moravam, um homem alto, moreno com um sorriso nos lábios que lhe disse : "Estás com um ar de quem precisa desabafar". Ela sentiu-se mal, pois não estava habituada que alguém se preocupasse com ela, ou simplesmente reparar nela.
Foram para o carro conversar, ao som da música "Paixão" dos Heróis do Mar. 
Tocaram-se, acariciaram-se. Foi inesperado e mágico. Ela ainda pensou "Não posso fazer isto", mas entregou-se nos seus braços. Ele deu-lhe todo o prazer que podia, com a sua língua, com as suas mãos e quando a penetrou devagar, sentindo-a húmida debaixo de si, enquanto lhe sussurrava palavras de amor.
Como não estava habituada a trair, quando chegou a casa  feliz e radiante, terminou com a relação, sabendo que no futuro  iria viver a vida  que tanto desejava... ser mulher.
Passados alguns anos, juntinhos ainda adoram ouvir a música "Paixão".

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Poema de Carlos Drummond

A castidade com que abria as coxas 

e reluzia a sua flora brava. 
Na mansuetude das ovelhas mochas, 
e tão estrita, como se alargava. 

Ah, coito, coito, morte de tão vida, 
sepultura na grama, sem dizeres. 
Em minha ardente substância esvaída, 
eu não era ninguém e era mil seres 

em mim ressuscitados. Era Adão, 
primeiro gesto nu ante a primeira negritude de corpo feminino.



Roupa e tempo jaziam pelo chão. 
E nem restava mais o mundo, à beira 
dessa moita orvalhada, nem destino. 
Carlos Drummond de Andrade "O Amor Natural"